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A Polícia Civil da Paraíba está pronta para transferir o influenciador Hytalo Santos e o marido, Israel Vicente, conhecido como Euro, presos em São Paulo por tráfico de pessoas e exploração de menores. A operação aguarda apenas a autorização da Justiça de São Paulo para ser executada. A informação foi confirmada pelo delegado-geral André Rabelo.
Segundo ele, a Justiça da Paraíba já determinou a transferência, e a partir de agora cabe ao Judiciário paulista autorizar o procedimento. A expectativa é que a decisão ocorra até a próxima semana. Assim que a operação for realizada, a Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba (Seap-PB) será acionada para providenciar a custódia dos detentos.
O delegado destacou que o processo segue os trâmites normais de transferência entre estados, sem qualquer excepcionalidade.
Prisão e negativa de habeas corpus
Hytalo Santos e o marido foram presos na última sexta-feira (15), em São Paulo, por força de mandados expedidos pela Justiça da Paraíba. A ação contou com a participação conjunta do Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio do GAECO, do Ministério Público do Trabalho (MPT-PB), das Polícias Civis da Paraíba e de São Paulo, além da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Durante audiência de custódia, realizada no sábado (16), o influenciador alegou não entender os motivos da prisão. Seus advogados ingressaram com habeas corpus no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), mas o pedido foi negado. Um recurso posterior ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) também foi rejeitado, mantendo os dois sob custódia.
Conforme decisão do juiz Rudimacy Firmino, da 2ª Vara Mista de Bayeux, a transferência deverá ocorrer em voo comercial.
Justiça bloqueia bens do casal
Paralelamente, a Justiça do Trabalho determinou o bloqueio de bens de Hytalo Santos e Israel Vicente, em decisão sigilosa atendendo a pedido do MPT-PB. Foram bloqueados cinco veículos de luxo, além de imóveis, empresas e valores que somam até R$ 20 milhões.
O bloqueio tem como objetivo assegurar recursos para eventual indenização por dano moral coletivo, além de medidas de reparação e assistência às vítimas. De acordo com o MPT, há indícios de ocultação patrimonial, movimentações financeiras atípicas e manobras de blindagem para dissipar o patrimônio do casal.